domingo, 7 de novembro de 2010

Arte e Poesia

Que os poetas sejam teimosos ou persistentes.

Que sejam amados ou temidos.
Que a sua poesia voe com a leveza da brisa
e despenque suavemente como pétalas
e se alastre pela terra como erva daninha
que de tão teimosas persistem em
sobreviver.


Núbia

Esse quadro foi pintado por Fênix, ou seja, nossa querida poetisa Núbia, que além de poeta é artista!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vote consciente


Esses meses debatemos muito sobre política, pareceres diversos, inúmeros pontos de vista. O mais importante é expressarmos nossa opinião sem achar que o outro tem que concordar conosco. Como a palavra por si só diz: “Opinião” e cada um tem a sua, baseado na sua história de vida, em seus conceitos, em seu modo de enxergar a política etc.

Nós brasileiros convivemos com diversas culturas e isso é ótimo, porque diferentemente de outros países onde alguns há divergências culturais e até étnicas... Aqui eu não vejo isso, pelo contrário, vejo um povo que está acostumado a conviver com a diferença do outro e isso é essencial para nosso convívio, seja no âmbito virtual ou real.
Que todos votem de acordo com sua consciência. Falamos muito em "Liberdade", esse é o momento de cada um expressar a sua e também é o momento de aceitarmos e respeitarmos o voto do outro seja ele qual for, assim colocaremos em prática a verdadeira democracia com dignidade e respeito mútuo.
Meu carinho a todos, Agda



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Fases da vida


Estou passando por uma fase difícil com minha mãe.

Às vezes fico sem saber o que fazer, pois dando mais atenção a meu pai noto que de repente ela arranja um motivo para irritá-lo, arrumando um pretexto para que eu a ouça, chegando ao ponto de inventar histórias.

Com o passar dos dias notando que tal comportamento não mudava comecei a me questionar do porquê de tal reação. Observando, entendi que ela necessitava de atenção, talvez até mais que meu pai. Sabedora e comprometida com esse problema há décadas e vendo que estamos voltados ao momento dele quase que irremediavelmente, se sentiu preterida e inconscientemente age dessa maneira.

Compreender isso não foi fácil e ainda não é fácil! Mas e aí, o que fazer? Primeiro lugar é ter paciência, não cobrar, apenas amar. Então agora quando estou com ela deixo-a falar o que lhe aflige, acaba desabafando e percebo que fica mais calma. Hoje me vejo orientando minha mãe... Imaginem meu sentimento em lembrar que há pouco tempo atrás era ela que vivia fazendo isso comigo.

Além de paciência, essa fase exige uma enorme compreensão, senão acabamos julgando, nos afastando e perdendo a oportunidade de amar o outro no momento mais difícil que ele se encontra.

Vivendo assim observei que transportava essa experiência para dentro da minha casa e me vi mais ponderada e comedida em muitas coisas que até então não era.

Entendi que não podemos deixar os problemas ‘ao deus dará’ e que, com certeza é mais sábio enfrentá-los, mesmo que para isso erremos. Eu prefiro errar tentando acertar a simplesmente fugir, me esconder e fazer de conta que nada ocorre etc.

Tomar certas atitudes que o momento presente exige é custoso, mas é o certo a se fazer. O ‘momento’ passa, acabam vindo outros, e, assim sendo um problema mal resolvido hoje acaba virando algo maior amanhã.

Todas as experiências estão interligadas em nossas vidas. Quando procuramos compreender o ‘porquê’ e colocar em prática o que se entende, isso acaba se transferindo em tudo que nos circunda.
Escrito por Agda

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Entre um papo e outro...

Meu pai foi assaltado e com isso roubaram seus cartões e todos seus documentos pessoais, então fui ver o que poderia fazer de concreto para ajudá-lo. A primeira providência era bloquear os cartões e fazer um B.O, foi o que fiz.

Chegando à delegacia notei que tinha muita gente para ser atendida e isso me preocupava porque ele não estava em condições de esperar, uma atendente perguntou-me o que era, contei a ela o que houve e ela me mandou voltar sozinha depois de 3 horas que ela faria o B.O sem a presença dele, não sabia como agradece-la, fiquei feliz e como o combinado voltei depois de 3 horas.

Voltando a delegacia notava tudo aquilo que sabemos que existe dentro dela, gente querendo ser atendido na hora, pessoas sem paciência e por aí vai. Fiquei ali sentada esperando a minha vez, a atendente me reconheceu, aproximei-me dela e fui apresentada à delegada de plantão; não demorou muito e fui chamada.


Um rapaz me atendeu, deveria ter entre 40 e 45 anos, muito bem apessoado, até então de pouca fala, passei a ele os documentos que tinha e fiquei esperando que me perguntasse algo, percebi que enquanto olhava a certidão de casamento e um holerite da qual tinha dados como CPF e RG... ele me observava. Depois de alguns minutos ele me perguntou:

_É seu pai?
Eu surpresa respondi:

_Sim, você o conhece? Começamos a conversar e ele me contou que costumavam pescar e beber juntos, ouvi em silêncio tudo que ele me falava, entre digitando o B.O e uma paradinha ele me contava histórias deles dois, fiquei contente e apreensiva ao mesmo tempo, contente porque ele só falava bem de meu pai e triste porque esse rapaz tão novo ainda já bebia.

Terminando o boletim me levantei e dei a mão a ele me despedindo, olhando nos olhos dele, falei:

_Fico contente em saber de sua amizade com meu pai, mas gostaria de lhe pedir para tomar cuidado, para não chegar na idade dele no estado que ele se encontra, (de beber por anos a fio e com uma saúde debilitada). Ele me olhou meio que surpreso e disse: _Mas seu pai tem ‘uma certa idade’, (referindo-se que ele ainda era novo e poderia parar de beber quando quisesse), eu repliquei, mas eu cresci vendo-o beber, fazendo gestos com as mãos que é meu modo de me expressar.
Falei isso de uma maneira afetuosa, com ternura no olhar, percebi que os olhos dele lacrimejaram e os meus também, por conseguinte. Despedi-me novamente com um sorriso carinhoso. Caminhando, notei que ele me observava pelo vidro, pensei: Espero que tenha conseguido alertá-lo sobre a bebida e os riscos que ela causa a saúde e que ele consiga enxergar isso a tempo.

Escrito por Agda

sábado, 31 de julho de 2010

Projeto de lei: anonimato na web pode penalizar blogueiros

Querem ler a matéria toda, cliquem aqui! Terra


Sinceramente, eu não gosto desse tipo de imposição, isso pra mim é uma censura a Lei de Liberdade de Expressão. (clique e leia..)

(Toda pessoa tem o direito a comunicar suas opiniões por qualquer meio e forma)

Não sou a favor de humilhação, discriminação, falta de ética, etc. que sabemos que aqui existem. Sou a favor do bom senso!

Concordo que, quem administra é responsável pelo espaço e pelo que se posta como tema central, mas não necessariamente por tudo que se comenta no halos, o comentarista tem que ter a mesma responsabilidade, afinal isso é democracia.

Seria interessante que ao se pensar em um projeto desses, que fosse observado também as limitações de quem administra blogs, sites e afins. Nós não temos meios para brecar muita coisa, hoje se muda IP com programas que se baixa de graça na NET.

Como controlar comentários de quem nem sequer IP’s reais possuem?

Não tenho tanta experiência sobre isso ainda, mas, o pouco que vi e li notei que o que desejam é inviável, cadastrar comentaristas tiraria a lei de liberdade de anonymous circularem em nosso meio e a NET é fascinante por não ter que apresentar 'CIC' e 'RG', aqui todos ficam no mesmo patamar, justamente pelo anonimato que existe. Isso não significa que tem que ser território sem lei, pelo contrário, todos tem que se responsabilizar sim, uma coisa não pode interferir na outra.

Posso ir mais além, como saber se os dados que cadastrarei dos comentaristas serão realmente deles? Quem me garante que tal e-mail não será fake?

O assunto é tão abrangente, que eu poderia estendê-lo por horas, dias... e encaixar inúmeros temas dentro desse.

Porém me reservo o direito de falar e de me posicionar em relação aos blogueiros. Se querem impor tantas mudanças, que nos dêem condições também. Forneçam-nos meios para conseguir administrar melhor o local que possuímos sem nos tornarmos tiranos da liberdade de expressão, sem nos tornarmos um obstáculo para as pessoas que aqui entram e querem expor seu ponto de vista sem necessariamente apresentar ‘documentos’. Ou será que existe algo oculto por detrás de tal emenda?

Deixo o link para análise de cada um de vocês.
Escrito por Agda


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Bebida X Saúde


Gostaria de contar uma experiência com a qual tenho convivido durante minha vida inteira, mais ainda de uns anos pra cá.

Meu pai sempre bebeu, lembro-me quando era criança ele bebia em casa, era costume dele desde jovem beber todos os dias e isso ele fazia sempre.
Mesmo assim ele conseguiu juntamente com minha mãe passar uma ótima formação moral e ética para mim e meus irmãos. Nenhum dos filhos graças a Deus adquiriu tal vício, porém eu cresci com essa frase:

"Faça o que falo e não o que faço." Difícil discernir se temos como parâmetros a seguir os exemplos de nossos pais, mas ele tinha muitas qualidades que víamos destoar e que o "vicio camuflado" até então ficava "pequeno" perante elas. Ninguém tinha noção do problema que enfrentaríamos no futuro por ele beber todos os dias e muito menos ele.
Certo é que ele não conseguiu se livrar do que ele sempre achou ter total controle, hoje ele paga um preço alto por ter bebido anos e anos a fio, paga com o que temos de mais precioso em nossas vidas e que depende só de nós para preservarmos, ou seja, paga com a saúde.

Hoje ele tem uma saúde debilitada, frágil, com internações cada vez mais frequentes. O fígado é um dos órgãos mais resistentes que nós temos, ele regenera numa velocidade impressionante, desde que queiramos isso. Ao agredi-lo sempre chegará uma hora que ele não mais suportará e aí se dá o inicio do fim.
Estava pensando sobre isso esses dias e cheguei à conclusão: Enquanto somos jovens achamos que tudo podemos, achamos que temos todo tempo do mundo e que temos controle sobre a dependência, que pararemos a hora que quisermos. Esse é o maior dos enganos, porque quanto mais cedo cortar-mos um vicio mais cedo nos livraremos de problemas decorrentes dele num futuro próximo.

O querer jogar sempre para o amanhã uma atitude que devemos tomar hoje é um perigo, é uma fuga e um instinto inconsciente nosso de não querermos enxergar a realidade do momento e com isso você fica cada vez mais e mais dependente do que lhe aflige.

Em outro momento para não se tornar um post longo, eu conto mais sobre essa experiência e de como ela afeta a mim e a toda a minha família.
Esse post é um desabafo de alguém que ama e se sente impotente...
Agda