Tristes Trópicos – por Gregório de Matos
É sabido que desde a morte do grande apresentador e empresário de TV Flávio Cavalcante em 1978 a TV brasileira vem de mal a pior. Que meus amigos do meio não me entendam mal; tal qual os surrados soldados americanos sofrendo nas mãos dos chineses no clássico filme sobre o Vietnã “Ponte do Rio Kwai”, os profissionais tentam fazer o melhor, mas quando a própria direção orienta que o trabalho seja sujo, nada mais pode ser feito.
Esse programa, esse Big Brother de nada lembra a sociedade descrita por Aldus Huxley em seu romance homônimo. Estamos emburrecidos enquanto povo e os “brothers” só espelham isso, mas um espelho é muito mais do que algo que reflete. Um espelho também inspira. E me deprime o que esse e Big Brother inspira, acreditem.
Claro, não vivemos mais o tempo bárbaro onde autores radicais como Balzac e Oscar Wilde pregavam fogueira para homossexuais, mas a depravação nesse programa está descabida. Depravação essa exacerbada pelo álcool, “maior inimigo do Homem”, nas palavras do grande cordelista Jessé Gomes da Silva Filho, meu fiel companheiro de discussões filosóficas no Calabouço, popular ponto de encontro na USP dos Anos 70.
É preciso controle, é preciso moderação. Mostrar os brasileiros como eles são não ajuda na formação do caráter de nosso povo. Temos que nos ver como fingimos ser, não como realmente somos. Quem vai fantasiado de espelho nunca é convidado para o próximo baile de máscaras. Ou nos conscientizamos disso ou continuaremos a não ser, nas palavras do General Geisel, um país sério.
G. de Matos, Curitiba, Jan/2011
Texto postado por Van no halos.
Tanks.
isso aí Anita, desarticular o jogo dele, sem perder a nossa diversão, é o que faço é o que vc faz, e senso crítico, muito senso crítico. Mas na verdade falei mesmo não para nós daqui, mas para os desprovidos que estão à mercê das influências, sem a possibilidade de se defenderem do que não presta, simplesmente pq não sabem distinguir, a esses só resta seguir a imagem no espelho que ele mostra e dançar até o chão...chão...chão...chão!

è Van!
Dom bones consegue piorar o que já foi pensado e testado no mundo todo. A fórmula rende melhores coisas (como um transexual inglês que só se revelou como tal no dia da final sem ng saber e levou o prêmio, ou, eliminações de um participante pelo público, no começo do programa, escolhido dentre todos os que entraram.
Vindo de um filhinho de papai que entrou no cargo de diretor trash pelo seu grande QI, que tem como hobby atirar ovos podres naquelas que fazem na sua rua aquilo que muitas das suas escolhidas bbbs fizeram no passado (sem demérito da mais antiga das profissões) acho que estamos pedindo "peras al olmo" como se fala na minha terrinha.
Votar, gastar dindin, reclamar na net, é fazer o jogo que ele mais deseja.
Mandem mails - muitos mails - aos patrocinadores masters desse programinha, vejam se quiserem pela telinha, se divirtam com as sacadas do daniel, com a postura da diana, com as intrigas estratégicas da talula, com o fofoqueiro lucival, sei lá, mas, não entrem mentalmente no que o bonis quer, que é, que vcs fiquem com raiva dele, votando e votando, pagando ppv.
Atirem seus ovos nos que bancam, simples assim. Não comprem seus produtos, inundem de reclamações as caixas de correio deles.